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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Lá vai a desvairada...


“Lá vai a desvairada.
Sai pelo mundo a se perguntar...
Sua felicidade, por onde andará?
Conta os trocados...
Come um pão (pro Toddynho não vai dar)
Olha as vitrines,
vê um mendigo: ele quer atenção, (ela também!!!)
Lê as placas de propaganda
e dos nomes das ruas...
Chega ao trabalho, nem percebe...
Lá vai a desvairada...
E sua felicidade, por onde andará?
Segue uma luz colorida,
desvia de carros aflitos,
se molha com a chuva imprevista,
não tem uma sombrinha florida.
Vê um cachorro abandonado, ele quer atenção (ela também!!!)
Conta os trocados...
Talvez dê para comprar o perfume do frasco bonito...
Ela pinta o rosto,
Ouve Cazuza,
Consulta o horóscopo,
Vê seus álbuns de fotografias
(e se culpa por já ter sido melhor um dia).
Pensa no carinha da faculdade,
no namoradinho do pré,
no vizinho casado
e no amigo da amiga...
E sua felicidade, por onde andará?
Pega a almofada de estimação no armário
e toma remédios para dormir.
Lembra-se da cachoeira de água fria,
dos caramelos de papéis prateados da infância,
dos cabelos (que já foram compridos)
e do jeans desbotado que cabia.
Esquece da televisão ligada...
...
Acorda
E tudo continua tal qual ela deixou (que tédio!)
Atende ao telefone e ri,
Se encontra no anonimato,
beija a boca e se entrega...
Olha-se no espelho, que linda!
Conta os trocados...
Ainda não dá pra morar sozinha...
... de volta ao mundo real...
Pensa em algodão doce,
mas em sua vida não tem açúcar.
Abre a janela e vê o sol...
...mas, que estranho...
ela continua molhada de chuva.
Meu Deus! Lá vai a desvairada...
Sai pelo mundo a se perguntar...
... sua felicidade... por onde andará?"


(A desvairada sabe-se desvairada... um beijo, querida!)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Receitas para Morrer


# Ame menos;


# Diminua a intensidade;


# Divida o foco;


# Seja mais comedida;


# Tenha atitudes mais responsáveis.


( Nas entrelinhas: MORRA. )

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Casa Nova


Não me traga palavras bonitas
para sossegar meu coração, não.
Se tens medo, me diga:
Pode ser que eu o encoraje,
Mas não me traga palavras bonitas
Para apenas manter-me atrelada.
Não haverá outra chance:
Se vamos morrer em frustrações
Ou em êxtase profundo,
Será nessa _ única _ vida.
E palavras bonitas não derretem
A tristeza dos dias de chuva.
Por isso
Não me traga somente palavras
Não me proponha uma vida pela metade
Não me leve pela contra-mão do amor
O amor é one way
E qualquer hesitação pode custar-nos a vida
Mas o caminho de casa ainda pode ser outro...
... e quando chegares
que me abraces muito apertado
e cantes as palavras bonitas
em melodias que são só nossas
e eu te darei em amor
mais de mil motivos
para morares em mim.