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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Esse filme eu já vi! Será? Eu acho que não...

Já contracenei com muita gente... umas, eu realmente faço questão de me esquecer, outras, no entanto, são inesquecíveis!




A vida vai nos ensinando qual o tema mais apropriado para a gente, aonde a luz é melhor, qual o close que nos valoriza mais... daí a gente vai ensaiando, gravando, errando, deletando, repetindo, melhorando...
Nessa fase de laboratório em que me encontro, estou trancada aqui, para rever quadro a quadro meus vacilos e minhas grandes atuações. Ainda falta muito para ser uma estrela, mas bem que estou me esforçando...




o melhor de errar é ter frieza para analisar e humildade para admitir: "falhei aqui!"


Depois de tanto ensaio, de tanta reclusão, estou surpresa comigo mesma, quase que irreconhecível diante do espelho crítico dos meus próprios olhos. É como tocar piano: sempre tem um trecho na música em que a gente agarra e parece que nunca vai conseguir tocar com fluência. E enquanto a gente não pára pra se dedicar e estudar dedo a dedo lentamente, nada funciona. E daí, repetindo, ensaiando pacientemente, criando macetes, acelerando... puff!!! Já sabemos tocar a música inteira de cor, às vezes até de olhos fechados.

A vida é assim, como um filme, uma música, que vamos treinando e revendo. Assistindo a nós mesmos com o olhar mais frio possível é que vemos quantas cenas podem ser repetidas, umas em slow, lentamente... quantas precisam ser passadas no ff, rapidíssimo, pra que não se sinta a dor outra vez... quantas devem ser definitivamente cortadas pra nunca mais serem vividas de novo... e em quantas podemos apertar pause, pra prolongar, ao menos, por uns instantes todo aquele encantamento...

Há cenários aos quais eu jamais vou voltar, por opção mesmo! Há frases e textos inteiros que jamais vou pronunciar outra vez, cenas que não me permito mais fazer e trilhas sonoras que eu prefiro ignorar.

 
A reclusão pode fazer bem, que nos digam as lagartas!!! Ainda não saí do meu casulo, mas certamente estou feliz com os resultados!


 Daqui uns tempos eu lanço a parte 3, 4 (talvez 5, tenho que fazer as contas) do meu filme. Mas já aviso de antemão: muitos personagens do passado estarão nessa nova temporada! E vai parecer lançamento, vocês não vão acreditar!!!

           Em breve, nos cinemas! Ah, entrada só para vips!
                                                     ;)

10 comentários:

Elisa disse...

Lud, lindo esse texto!!
Ameiii!
Eu estou naquela fase de errar, consertar, modelar, errar de novo, modelar, aperfeiçoar, cair, deixar quebrar, modelar e por aí vai.
Cenas inesquecíveis pra mim: aquela pipoca doce com leite e nescau; salgadinhos da tia terezinha; aquele sorvete verde. Inesquecível!!!
Beijooooos

Ludmila Clio disse...

Nossa! Vc foi fundo nas cenas... do sorvete verde eu confesso que não me lembrava, mas é verdade, que gostoso relembrar disso tudo!!! Mas a cena CLÁSSICA, imbatível, merecedora de todos os Oscars... foi a do guarda-roupa... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Só a gente mesmo, eita!!
Deu saudade daquela casa agora...
Bjão!

Elisa disse...

O guarda-roupa.
O grande mistério do guarda-roupa!!
Parece filme de terror!!rsrs
Essa cena realmente é merecedora de todos os Oscars.
Melhor filme de comédia!!!!!
Tem também o filme com Jean Claude.
Eu não sei como um filme de luta virou um filme de comédia!!
Eita saudade boa!!!

Leca Nunes disse...

Passe a fita que for, estou aqui... a primeira da bilheteria...não me importa o tamanho da fila, serei a primeira com certeza.. Que DEUS as guarde por mim!!!
Beijo Beijo

Elisa disse...

Vou comentar de novo. Não sobre o texto, mas sobre a pessoa que é a Ludmila. Lu, Lud, Ud, Ludmila. Qualquer uma delas. Essa pessoa é maravilhosa. Abençoada por Deus.
Conheço há 29 anos! Oh my God! Thank You!
Desde nova já escrevia com sua alma de poeta. Me encantava com suas cartas cheias de poesia. Guardo todas elas na minha caixinha de cartinhas e no meu coração.
Exala o perfume das mais belas flores, porque foi plantada no mais belo jardim da vida. Um jardim eterno e perfeito.
Não tinha como ser diferente. Foi criada com todo amor pela Tia Terezinha. A dona das guloseimas mais gostosas.
Sinto saudades da nossa infância e adolescência. Mas agora vivo o presente e sei que mais tarde sentirei saudade do hoje também.
Mãe, guerreira, perseverante, pronta pra ouvir e dar conselhos, serva de Deus.
Simplesmente ela é tudo de bom.
Minha grande e eterna amiga!

Ludmila Clio disse...

Gente!! A pessoa tá inspirada hoje!!! Poxa, amiga, muito obrigada pelas palavras, pela cumplicidade, por te vivido comigo todas as melhores histórias da adolescência!!
Nem tenho como retribuir em palavras... mas Deus a recompensará!!
Bjão!
Te amo!!

Luiz Fernando disse...

Voce Ludmila... Manda muito bem em seus textos!
E quem nao queria "Acelerar" os momentos ruins da vida... e "Pausar" os melhores.. Muito Bom !!
Algumas cenas da vida nao devemos reviver messsmo!! Essas cenas, devemos cortar do nosso, seu filme ! ;)
Muito bom !! Amei seu texto!
Beijos e continue assim!

Alê disse...

Amiga, lindo texto.
A fase do casulo vai passar, e quando essa borboleta sair...lindas asas, e fortes também...
Muitas cores pra sua vida, que elas iluminam a minha também!
bjs grande..

Anônimo disse...

Que leveza! Tô ficando apaixonado!

Terezinha Maria disse...

Belissimo texto. Sou suspeita pra falar pois, sou sua fanzaça.(Essa palavra existe?) Bjos no seu coraçao.