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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Exasperação


Foi um porre de água morna
E muitas colheradas de sal puro
Senti todos os minutos da noite passada
Era como um pesadelo ao vivo
Foram doses cavalares de dor adentrando as minha veias
Cheguei amarrada e fiz toda a força para me desvencilhar
E de tanto me debater, cansei
Adormeci
Me dopei
Morri
Daqui o ângulo continua o mesmo,
Mas só posso esperar,
Não consigo me mexer
Os olhos frios da solidão me vigiam,
Não sei quando ela vai me libertar
Os labirintos não têm saída
Os sonhos estão amarrados comigo
Cada noite é um tormento
Cada hora a mais é uma a menos
A vida prometeu vir me buscar,
Mas até agora, nada.



(Publicado na Revista Cachoeiro Cult, edição de junho 2011)