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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Bendita tu luz


http://www.youtube.com/watch?v=44kityInDvM&ob=av2n


Tanta vontade de falar
Falar que eu já li cada olhar teu sobre mim
Falar que fiz cara de desentendida, mas esse é meu jeito
Tanta vontade de ouvir
Ouvir tua voracidade em cada ideia que tem
Ouvir tua felicidade em cada palavra pronunciada e recebida
Tanta vontade de ler
Ler teu interesse por mim nos pretextos criados
Ler teus gestos quando não estás percebendo que te leio
Às vezes me pergunto se sacudi teu mundo,
Se trouxe comigo, sem perceber, a tua paz
Às vezes quero te dizer que naquele encontro,
A minha paz foi contigo
Talvez por engano – ou não
E eu não sei se a quero de volta
Quando o sossego saiu pela janela,
Minha vida arrombou a porta e voltou a pulsar meu coração
Às vezes quero te dizer que me pego pensando no teu sorriso e sorrio,
Que me deixas confusa, mas eu gosto de me sentir assim
Desconheço tua intenção e as minhas fervem
Ainda és um enigma,
Mas quero dedicar meu tempo a desvendar teus mistérios em minha vida.
E, de mistério em mistério,
Vou tocando tua alma gentilmente
E vivendo-te,
Vivendo-te intensamente!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Sem Filtro na Veia


 Hoje o tempo fechou
 vai chover vermelho no meu coração
 essa agonia não está cabendo em mim
 Como pesa a sensibilidade...
 Queria ser fútil, viver na média
 Mediocridade anônima! Que maravilha!
 Queria não compreender entrelinhas
 E nem precisar delas.
 Queria não suportar Pessoa, Neruda e Vinicius
 Queria passar despercebida
 Entretanto
 Sempre me convidam para a roda,
 Para a mesa, para a rua
 Mas minha alma estranha
 E sempre prefere a caneta e o papel,
 A cama e o travesseiro,
 A música e o silêncio.
 Minha normalidade é atípica,
 Soa antipático, esquisito.
 Tenho o coração na pele
 E a minha balança é outra.
 Por que a minha capacidade de amar
 Me adoece a alma?
 Por que não sou comum?
 Por que não sou mais um?
 Sinto a alma cansada:
 Alargou-se em demasia
 E já não me resta a chance de ser menos
 Estou condenada a ser grande
 Vou sofrer por ter a alma inchada
 Inchada de fé no amor
 Inchada de passionalidade.
 Sou uma autêntica fraude:
 Demonstro autoconfiança
 Olho nos olhos e faço constranger
 Tenho o tom da serenidade desejada
 Mas
 Como todo cartão-postal,
 Eu tenho um verso
 Um verso que não se revela,
 Que é meu e de poucos.
 Apenas as almas poéticas
 Compreendem os tormentos
 Que eu escondo em meu verso.
 Nessa tarde
 Pedi a Deus que me levasse daqui.
 Não, eu não tenho coragem de ir sozinha
 No entanto
 Eu não correria dela, caso ela viesse
 E a minha agonia está virando raiva,
 Tenho raiva por não ser como os outros.
 Eu queria ser simplória,
 Sem mistério algum
 Ter sonhos frívolos
 Ser limitada e, por isso,
 Chamar o amor de ilusão.
 Queria ter amores
 Com a duração das flores
 Queria ter desejos sociais
 Ter conduta padrão
 E nem saber do algo mais da vida.
 Mas não, sou assim,
 De alma inflamada,
 De coração quente,
 De espírito apaixonado.
 E talvez, ingênua
 Por acreditar nas mentiras
 Que os poetas juraram ter vivido...
 ...só me falta ser verde
 e ter a cabeça grande.

Essa é a capa do livro - Essa poesia o intitulou - E seu nome vem dessa música http://www.youtube.com/watch?v=H59Pl6o7iU8  :)