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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Fina camada de gelo


Entre a metade e o nada, perdoe-me, mas opto pelo nada. (Ludmila Clio)


Liberdade assim eu não quero
Liberdade assim é espremida demais:
não cabem os meus sonhos
Pois tenho sonhos de carinhos extremados,
de palavras doces na manhã de quarta-feira,
Tenho vontades de gentilezas e de simples surpresas
Sonhos de desejo, de olhares antropofágicos
Tenho sonhos de despertar certos medos,
tênues inseguranças...
Não!
Essa liberdade além de espremida
É segura demais
Não há inesperados, não se correm riscos
(daqueles que rejuvenescem a alma)
E essa realidade não é a preferida:
há mil planos antes dela...
Minha voz não é especial
Meu carinho é sufocante
E a vontade de ficar junto tem tom de desespero,
 é quase um pedido de esmola...
Bem que poderias enobrecer a tua alma
E me trazer vida, vida de verdade...
Mas
Se vamos continuar nessa solidão a dois,
É melhor que vá embora
E leve contigo essa liberdade nauseante
Mas antes, num ato heróico,
Quebre os grilhões
 que me mantêm acorrentada a ela
e derreta esse gelo com um caloroso adeus.

2 comentários:

Leca disse...

Desejo que seus passos seguem adiante, sem temor e sem olhadelas para trás...segue para longe, na estrada só...mas mais forte, mais radiante, que você possa libertar a cada passo...e diminuir a distancia que até então te desprendia da vida, sonhos e realidade.
Beijo beijo, caminhe, estou a sua espera.

Ludmila Clio disse...

Estou chegando!!!