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sábado, 16 de junho de 2012

Fingindo estar Viva


"Ter medo da mediocridade"



A exaustão me possui inteira
Essa vida meio cheia de nada, meio vazia de plenitude
deixa minha alma nauseada, fatigada
de tanto querer, de tanto buscar.
Anseios sem respostas,
Desejos frustrados
São vontades demais para realidades de menos
Sinto-me profunda demais para convívios tão rasos
Impaciente demais para todo esse quase nada
Falta o sentimento avassalador
Falta pulsação
Falta chão
Exaustão
Tudo é frieza, tudo é comedido
Tudo é resto e isso é nada
Eu grito pela vida, estendo a ela as minhas mãos,
Mas ela se retrai, desconfia
Não sei até quando essa vidinha pela metade
Vai se repetir, se insistir para mim
Há pedaços meus intocados,
Há vontades caladas,
Há gritos inaudíveis
Vida pela metade é morte por inteiro
Morte não é vida
E o que sobra é exaustão
A cada dia, menos vida fica aqui
Quero amar,
Mas o amor se esconde
Quero viver,
Mas a vida não se permite
Minha alma se enoja porque
viver pela metade ela não sabe,
tampouco quer aprender.


terça-feira, 12 de junho de 2012

Sentimentos Paralelos


Por: Ronald Mignone e Ludmila Clio

Ainda que eu de novo me doe
A dor que me rasga não sai
Teima em não deixar-me
Serei eu prisioneiro da dor?
Até quando ficarei aqui,
Refém de tempos frustrados?

Agora inebriado pela falta,
Perdido em meio a tantos pedaços,
Inteiro é o vácuo, enorme no peito
Fico daqui, olhando fixo, para o nada
Alheio a ofertas frívolas…

E entram dias, caem noites
Há sóis, há chuvas e às vezes, estrelas
O relógio dá mil voltas,
Eu não me movo
A dor não passa
Ainda que eu de novo me doe
E de novo, e de novo…
A solidão me é companhia fiel

Adoeço por ser tão exigente.