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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Temperos, Entrelinhas e Timbres





Um prato maravilhoso, um poema belíssimo, uma música de chorar… O que essas coisas têm em comum? Elas são resultados de escolhas e de habilidades. E de sensibilidades. E de intuições…

Um prato maravilhoso não passa de uma combinação de ingredientes, assim como um poema belíssimo não passa de uma combinação delicada de palavras, assim como uma música de chorar não passa de uma combinação intuitiva de acordes…

A vida é um conjunto de escolhas. As pessoas são resultados de suas escolhas. 

Escolher a roupa que vai ser vestida, escolher por qual caminho passar… escolher a temperatura das palavras a serem ditas, escolher o sabor que quer sentir nas situações vividas… escolher as pessoas que irão permanecer na nossa vida e as que dela serão banidas…  escolhas… das mínimas às decisivas, tudo são escolhas, o tempo todo, escolhas.

E a gente escolhe tanto se quer ter tempero, se vai possuir ricas entrelinhas e lindos acordes quanto escolhe que tipo de comida vai comer, poesia vai devorar e a que música vai se entregar…

O coração humano é uma obra-prima, assim como um prato de comida, uma poesia ou uma música. Entretanto, há pessoas que não têm tempero, são como comidas insossas. Há pessoas nas quais não cabe o mínimo de subjetividade, são rasas. Há pessoas desafinadas, não passam de músicas inexpressivas…

Então, há ocasiões em que fazer jejum, fechar os olhos e mergulhar no silêncio são a escolha mais inteligente. Isso pode até parecer solidão, mas acredite, não é! 

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