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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Poesia em Tom Menor




 Se ao menos com as palavras
 ainda sou livre,
 com toda licença poética:
 hoje é um dia ‘invivível’...
 sim, está impossível realizar esse dia.
 Ontem
 Fui criança boba
 Nem percebi que te magoei
 Mas agora eu sei e tenho medo
 Um medo do tamanho do meu amor
 Estou tão pequena,
 Encolhida e prostrada sobre a nossa flor
 A flor que nasceu para enfeitar os nossos dias
 Hoje
 Não há sinos, não há luzes
 Alcancei a exaustão, estou cansada de chorar
 Sou somente uma grande dor
 E já não sei como te provar que é amor
 Amor que te fez o escultor
 De meus pensamentos perfeitos
 Mas ainda não compreendes
 Teu talento em minha arte
 E tua incompreensão me arranca a pele
 E me expõe ao frio.
 Acordei e ainda não acredito
 Acordei dentro de uma poesia,
 De uma poesia que é triste
 Que fala da dor
 Da dor que não é metáfora,
 Mas da dor que dói;
 Acordei sem inspiração
 Não encontro uma frase, um fim
 Para os versos dessa minha tristeza poética
 Aqui tudo chora, tudo morre
 (se não morre, se mata)
 tudo é deserto, tudo é incerto
 não me lembro de ter morrido assim;
 Sem saber
 Te revelaste o compositor de mim
 Em tuas mãos
 Fui tom maior lindo e vibrante
 Mas em tua liberdade de compositor
 Hoje me fizeste tom menor
 Triste, sustenido, dissonante.

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