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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Dois Atos a Quatro Mãos



Tenho aqui dentro aquela música que fica tocando,
tocando, tocando…
Às vezes ela para, faz silêncio
Quero eu mesma tocá-la, mas não tenho a partitura
Tudo o que eu quero é tocá-la, ouvi-la, senti-la, pertencê-la
Mas não a sei de cor ainda
Então falo minha própria palavra,
seca, sem expressão, sem direção
Palavra triste, que arranca a pele da minha alma,
Que a faz sangrar,
Que te traz aqui, que te põe de frente pra mim,
Que me abre os olhos para te ver, em todos os detalhes
Que me faz sentir saudade do que ainda não chegou,
Mas que eu sei, é felicidade
Sinto o sonho cada dia mais próximo a mim,
Ainda assim me entristeço
Não sei bem por quê, mas me entristeço
Os dias passam, eu estou sempre no automático
Só me dou conta de que ainda não sou feliz
Quando as pilhas da alma acabam e a música para
Então tenho que cantar para mim mesma
E canto as letras mais tristes,
porque sou movida por essa saudade
Saudade de ti,
dos teus olhos que sequer sabem da minha existência
e que me atraem tanto para mergulhar em tua essência
Saudade de ti,
que carrega no coração a partitura da música que me move,
A melodia pela qual eu busco todos os dias
Canto por ti, canto por tua vida,
Canto pela vontade da tua vida na minha
Canto a letra que compus para teu coração
e que estás a procurar,
Canto a trilha sonora que ainda falta em teu argumento
Mas quando nos encontrarmos
Ah, quando nos encontrarmos!
Teremos felicidades, tons, brilhos, cenas, luzes e sons
Eu pertencerei à música que tens em teu coração
e tu pertencerás ao meu enredo, que ainda é triste
A partitura e a palavra se encontrarão, a obra ficará completa!
E silêncios… silêncios existirão somente nas pausas,
Entre nossos acordes felizes,
nossas cenas tão esperadas
e as fermatas da nossa perfeição.

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