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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Resposta

http://www.youtube.com/watch?v=C2bMdIfYb3E


Aguentei teu silêncio, engoli tuas distâncias.
Você voltava e, sem aviso, se distanciava novamente.
Minhas mensagens raramente eram respondidas
e ainda tive que suportar tua iludida felicidade,
em viagens sorridentes por aí.
Você estampou fotos, publicou alegrias
e me fez acreditar que estava no paraíso,
perdendo-se em fios dourados,
em paisagens muito bem intencionadas.
Tive que calar meu coração, manter-me distante.
Tive que abaixar o som e recolher as minhas poesias.
Enquanto vocês brincavam de faz-de-conta-que-somos-felizes,
eu implodia em saudades e em certezas de que
aquele todo não preencheria os vãos do teu coração.
Mas, o que pude fazer,
senão me recolher, me calar, me morrer?!
Daí o aparente céu revelou-se inferno
Toda felicidade desnudou-se, era sórdida deslealdade
Você passou então a [sobre]viver dias lancinantes
e noites de tormentos.
Só então lembrou-se de mim, quis voltar àqueles dias,
em que sabíamos exatamente o que tínhamos que fazer
para ser a perfeição em mimos, músicas e amor.
Mas por três segundos nos desencontramos
resolvi não esperar mais nada dessa promessa-certeza,
me recolhi, fui embora.
Agora
em poesias me atacas,
me bombardeias todos os dias com entrelinhas encharcadas de acusação,
expõe-me toda tua insatisfação e desapontamento
e me culpa por não mais estar ao teu alcance.
Ora, não sou culpada,
mas não tenho vocação para ser o plano B.
E na tua vida sempre fui o plano C, o plano D
[ou não?]
Nos braços de quantas eu te vi entrelaçado?
Ah, eu estava o tempo todo ali...
E em três segundos o mais-que-perfeito tornou-se mais-que-comum.

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