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terça-feira, 8 de julho de 2014

Pesadelos


Tentei conter os maus pensamentos dentro de mim,
mas pela manhã, estavam todos espalhados pela casa
Transbordaram, inundaram o chão, que meus pés perderam
Estou com o cheiro deles impregnado em minha pele,
entorno tristezas por onde passo
Quem pode cobrar-me sorrisos?
Quem pode cobrar-me palavras?
Meu silêncio fala, por que não o ouvem?
Passos lentos, cautela para não tropeçar nas tristezas espalhadas
Olhos baixos, cansaço de encarar retinas frias
Alma nauseada, intolerância a pessoas rasas
Voz calada, unhas afiadas, coração automatizado
Vida de pesadelos
Quem pode cobrar-me sorrisos?
Quem pode cobrar-me palavras?
Minha presença me adoece
Minha existência é incompreensível
Tuas queixas não me comovem
Cobra-me hoje o que esperei de ti por toda a vida
Espera sem fim, cobranças sem fim
Frustração sem fim, exigências sem fim
Doação sem fim, comparações sem fim
Mas o jogo vira
Indiferença sem fim, remorso sem fim
Noites sem fim
Vida de pesadelos 
Enfim, por aqui ninguém é,
de fato, feliz.

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