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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Poesialmaflor



Uma poesia acende outra, como sinapses formando uma cadeia sem fim de inspiração.

Sim, a poesia é imortal. Ela reside até na feiura do cotidiano.

As entrelinhas são múltiplas e inesgotáveis. Estão, a todo momento, germinando, brotando, florescendo à nossa volta. Quem há de percebê-las, regá-las, colhê-las, replantá-las?

A poesia é como uma flor exuberante à beira do caminho, ofuscada pelas placas, cercas, prédios, carros e portões. É uma mensagem subliminar, um código, uma mensagem implícita da beleza tão contraditoriamente óbvia, pública, exposta.

A poesia nasce de uma palavra ou da beleza decifrada, ela brilha para o poeta em qualquer circunstância, até mesmo numa má notícia de jornal, numa conversa à toa na fila do banco. É a língua dentro da língua.

Poetas se repetem com palavras diferentes, com ordens opostas e desordenadas, movidos pelos mesmos tormentos e sentimentos universais, quem há de saber?

No fundo toda poesia que há no mundo é uma só. Os poetas são as frações de uma inspiração indivisível e suas poesias são partículas da poesia maior, que é perfeita, irretocável, infinita, inacabável, incitada por uma flor exuberante, esperando ser notada, à beira do caminho.

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