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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Sementes do Desvario



Fita os próprios olhos a fim de encontrar respostas
Passa pelo dia-a-dia ignorando os clamores da própria alma
O coração acende suas luzes, dispara seus alarmes
Mas inexoravelmente adia atitudes,
faz-se de surdo ante aos gritos que vêm de dentro
Faz-se de cego ante ao incêndio causado pelo tempo, que corre
Estoca vontades, adia carinhos, aborta momentos
Abre rotas de fuga e é tragado pela terra
Some. Desaparece.
Mas encontro-o, em sonhos,
enquanto a realidade ainda não nos permite encontros
Cala-se. Esconde-se. Esquiva-se.
Recolhe-se. Planta-se . Colhe-se.
Que terremoto foi, em minha vida, sabê-lo!
Que nova semente foi essa, plantada em meu coração,
a semente do desvario.
Desconhecida, mas tão querida
Por desconhecê-la,
não sei ao certo o tempo que precisa para erigir da terra,
Crescer e fazer-me sombra,
Mas por tanto querê-la, espero
Pois as sementes do desvario, tão raras,
Ainda hão de encher-me a vida
com suas doses de loucura.

Um comentário:

Claus disse...

Muito bom, Ludmila!