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domingo, 1 de fevereiro de 2015

Deve Haver Alguma Coisa que Ainda te Emocione - Introdução



Existe um pensamento que sempre me visita, principalmente quando estou dentro de um ônibus cheio de gente, na fila de um banco ou noutra qualquer.  Esse pensamento me diz que as pessoas são um universo particular. Ainda que anônimas, mimetizadas em meio às outras, cada uma tem um mundão dentro de si. Medos, arrependimentos, orgulhos, saudades, pecados, alegrias íntimas... e então, sempre que o povão se junta, eu fico observando as pessoas, suas feições; imaginando se estão indo trabalhar, se gostam do emprego ou se estão desempregadas; se têm família, se estão indo para casa, se haverá alguém as esperando, enfim.

Certa de que cada um tem a sua própria história, evidentemente, eu tenho a minha. Muito embora eu tenha aprendido com a vida a não me expor às pessoas, todas as que conhecem algumas de minhas muitas histórias (apesar de eu não ter tanto tempo de vida assim) ficam realmente perplexas com o tanto que já vivi.

A questão é que Shakespeare tinha completa razão quando afirmou que “a maturidade tem mais a ver com os tipos de experiências que se teve e o que você aprendeu com elas do que quantos aniversários você celebrou.

Verdade. Já vivi algumas décadas a mais que registra minha certidão de nascimento. Vou contar algumas delas. Por quê? Não, não sou um ser superior, tampouco um exemplo a ser seguido. Não sou mais que a portadora de uma alma inflamada, inquieta, que precisa de muito espaço para [sobre]viver no sistema, e que não mede esforços para conquistar esses espaços, ainda que isso signifique ferir muita gente, a começar por mim mesma, ainda que pareça que eu esteja dizendo que eu atropelo qualquer um para ter meu espaço, não é nada disso. Estou me referindo mais a ausências e silêncios que ao egoísmo de ferir pessoas por mim mesma. Sim, até hoje, já feri muitas pessoas com meu silêncio, muito mais que com minhas palavras.

Sou também uma pessoa premiada por ter a mãe e a filha que tenho. Enfim, sou a protagonista de histórias que destoam do comum e, por isso, vou me contradizer e me expor um pouco. Como anunciei na fanpage do Copo de Letras há algumas semanas, dividi meu relato em 15 capítulos, que serão publicados sempre aos domingos a partir de hoje, 01º de Fevereiro, findando dia 10 de Maio.

São 15 capítulos resumindo minhas melhores ou mais marcantes experiências de vida. Alguns são lembranças boas, um “causo”, por assim dizer. Outros, no entanto, são lembranças que eu preferiria não ouvir de outra pessoa, muito menos contá-los em primeira pessoa, ou por serem constrangedores, ou por serem deveras doloridos, enfim. Eu tenho certeza de que à medida que a leveza for me deixando, dando espaço ao peso de vivências tão doídas, muitos se espantarão, já que sempre impuseram a mim famas como “cara de rica”, “metida” e coisas afins.

Agora vou começar a contação de história, da minha história, maquiada de poesia. Espero que ela dure até o último capítulo.

5 comentários:

Elisa disse...

Estou aqui, ansiosa, esperando pelos capítulos da história da sua vida. Bjooooos

Ludmila Clio disse...

E você faz parte de vários, amiga!!
<3 <3

Djane Assunção disse...

Esperaremos!!!

Leca Nunes disse...

...ansiedade, paciência e perseverança...não são muitos sentimentos pelo dorida espera?
Beijo beijo

Gil disse...

Que grande ansiedade....espero com muita alegria !

Beijos