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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Tarde

Ele a acusava de mentirosa: 
'Você disse que me amava, 
ontem à tarde, não se lembra?'
Sim, decerto ela se lembrava, 
falara mesmo em amor que, 
na tarde passada, até a ela convencia.
Contudo, seu amor 
era tal qual uma nuvem de fim de tarde: leve, única, volátil.
Quando a noite chegou, 
já não mais existia.
Foi um instante de amor que passou.
Momento perigoso em que ela se
permitiu pronunciar o que ele mais almejava ouvir. 
Ele queria o céu. 
No entanto, com ele,
ela seria apenas uma nuvem.

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