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sábado, 7 de novembro de 2015

Eu: Antíteses


Simplesmente confusa, penso que algum dia serei incrível.
Tenho ótimas ideias, porém nem sempre as realizo.
Sonho demais, o tempo todo, raramente lembro do que sonhei quando acordo.
Eu achava tatuagem coisa de marginal. Hoje tenho sete e já tenho a oitava em mente.
Minhas amigas dizem que eu mudo a toda hora.
Amo a minha mãe, tenho ciúme do meu pai.
Já tive verdadeira abominação pelos Estados Unidos, já cogitei morar lá um dia
_e adoro Coca-Cola, desde sempre, mas evito.
Sou canhota até pra mastigar, uso mais o lado direito do cérebro.
Amo golfinhos, nunca vi um de perto.
Amo temperos. Comida e gente sem tempero não têm a menor graça.
Torço pro Flamengo e nem adianta fazer cara feia.
Nunca tive furúnculo ou torcicolo, nunca tive dengue, nem conjuntivite. 
Tenho os dois joelhos e os rins _muito_ ferrados.
Amo música, mas nem todo tipo.
Adoraria distribuir fones para funkeiros. 
Adoro dançar, morro de vergonha de dançar em público.
Gosto da simplicidade, fujo de ostentação.
Não tenho paciência pra drama, sou dramática.
Corro de gente melindrosa.
Às vezes sou fleumática, às vezes faço tempestades em copo d'água.
Sou capaz de morrer por um algodão doce.
Tenho um livro publicado e lá vem o segundo, sinto vergonha que me leiam na minha frente.
Minha memória é seletiva, não me lembro do que não me é importante.
Adoro praia, morava a meia hora da praia, só ia lá uma vez por ano. Agora moro a quatro horas da praia. Devo ir lá daqui uns 3 anos.
Nasci detestando Beatles, antipatia de nascimento, sem motivo. Já tentaram me converter, tentaram.
Passei a gostar de Beegees de repente.
Não gosto de chorar, choro por qualquer coisa.
Não liguei pra morte de Renato Russo, chorei semanas pela morte do Ayrton Senna.
Sou individualista, não me dou muito bem em trabalhos em grupo.
Tenho mania de perfeição.
A maior vítima da minha TPM sou eu mesma.
Já fui a melhor da classe, já fui expulsa de sala.
Odeio palavrão, falo alguns.
Gosto de observar, o que me encanta é o invisível.
Não gosto de frases feitas, adoro usar frases de músicas.
Já tive milhares de amigos. Amo profundamente os meus raros amigos.
Adoro conversar, não tenho paciência pra conversas com gente pequena.
Alguns me acham esnobe e abusada_ às vezes eu sou mesmo.
Sou sincera, gosto de transparência.
Sou hiperbólica, não gosto de metades.
Já morri de amor. Já senti mais amor que recebi, já recebi mais amor que amei.
Sou desconfiada, desconfio até de mim, desconfio mais de mim que dos outros.
Já viajei por horas para conhecer alguém.
Eu me conheço inteira, às vezes me surpreendo comigo mesma.
Adoro chocolate, adoro músicas melancólicas.
Nunca me convide para assistir a filmes de ficção fantasiosa, de vampiros e zumbis, nem com dinossauros ou com bichos falantes porque eu não vou.
Sou fã dos Vingadores, me identifico com a fúria do Incrível Hulk. Sou calma até demais.
Adoro a trilogia do “Antes do Amanhecer”. 
Adoro "Doce Novembro" e "Outono em NY". Sempre choro como na primeira vez.
Estudei piano por quase vinte anos, não sei mais tocar piano. Quero ter um piano em casa.
A violência me apavora. Pratico muaythai e boxe, tô enrolando há meses pra voltar pro jiu jitsu.
Ouço todo mundo, não me abro facilmente.
Eu queria ter a força da minha avó.
Amo minha filha, minha filha me enlouquece.
Adoro dar carinho, sou carente.
Já fui depressiva, já fui refém dos 'tarja-preta'. Jamais tomaria aquelas porcarias de novo.
Meu humor é ácido. Quase ninguém entende _acho que gosto dele por isso.
Conheço gente das quais me envergonho por conhecer.
Gosto de dormir de dia, passo madrugadas acordada, escrevendo.
Amo Elvis, ele morreu antes de eu nascer.
Espero ir, um dia, aos shows do Maná e do Aerosmith.
Sou apaixonada por Geografia, não faço ideia de onde fica a Federação dos Estados da Micronésia.
Reparo nas mãos, nos olhos e sorriso das pessoas, mas é a inteligência e a sensibilidade delas que me capturam para sempre.
Adoro o silêncio, eu falo demais.
Eu me disfarço, me divido, me multiplico.
Eu me resumo, me alongo. Me abrevio, me expando.
Também tem dias em que eu me condeno, me critico.
Às vezes, sinceramente, eu me adoro.
Às vezes, sinceramente, eu nem sei.
Talvez por não me entender que eu não nunca desisto de mim mesma.
Sou um desafio complicado e é por isso que eu não me largo.

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