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terça-feira, 10 de novembro de 2015

Quando um Sonho se Desfaz


Nunca mais me pergunte se estou bem
Sonhei por aí, e naquele banco de praça
Mas o sonho é a porta que abre para fora, é ida
E eu nasci devendo,
essa conta vou pagar com minha vida
Enfim, eu me rendo, aceito a fôrma
Automatização da alma, o sim forçado
A razão é a porta que abre para dentro, é volta
e é aqui que me encontro, ficha caindo
Porta que abre para dentro:
medíocre realidade imposta,
que me acorda chutando a boca todas as manhãs
Aceite, alma, nem todas nascem para vencer
Sonhos custam caro, não foram feitos para você
Empurre a vida,
Assista, espremida em teus fracassos, às vitórias alheias
Simplesmente conforme-se com essa sua patética existência
Limpe o sangue da sua boca a cada manhã e sorria
Isso é teu, nada mais que isso
Vida sem idas
Sempre voltando, retrocedendo, negativando
Portas que abrem para fora custam caro
e você mal tem dentes para mastigar um pão
_quando este não lhe falta
Tua porta é a que abre para dentro,
maldita razão sempre exata
E nunca mais me pergunte se estou bem,
visto que já não sonho em lugar algum
E sigo em frente, sempre voltando,
enquanto limpo o sangue da minha boca e sorrio
parecendo estar tão bem.

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