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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Flores Amarelas


É minha a alma que queima no paraíso
e chora pelo sonho que morre sem um abraço
O anjo sorri tristemente, deixa escapar uma lágrima sem remorso
A solidão é livre, me escolhe e corre em minha direção
Naquela manhã, de longe se ouvia o coral de vozes apaixonadas
De perto, era noite, nada se sentia
A emoção falhou e meu coração, livre, ficou preso naquele dia
O mundo de sonhos agora é mágoa que ninguém confessa
Os planos estavam vivos naquela manhã de flores amarelas,
mas o Sol cometeu suicídio: não suportaria iluminar outra solidão
As esperanças se mataram no oceano abandonado pelas estrelas
Escuridão
A cada dia a feição de fé se desfaz
O café esfria enquanto minha alma queima sozinha no paraíso
As flores amarelas secaram e eu já posso desistir
Nenhuma oração passa do teto, tudo é em vão
Talvez Deus tenha me abandonado
E por ter a alma tão livre,
à liberdade de ser só estou aprisionado.

2 comentários:

Sávio França disse...

Olá, Ludmila. Mais um linda poesia escrita por você!
Boa sorte nessa competição. Estamos bem representados por você! Parabéns!

Abraço!

Ludmila Clio disse...

Obrigada, Sávio!! É maravilhoso sentir que não estou sozinha. Escrever com limite de linhas e sob uma proposta é sim, um grande exercício. Independente do resultado, isso faz-me crescer e me conhecer um pouco mais. Muito obrigada pelas palavras e pelo incentivo!!

Abração!!!