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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Ao Inferno


Enquanto teu coração de gelo se dissolve no meu fogo
quem queima sou eu
Sinto a dor da queimadura, o fogo inesperado
Ranjo meu dentes de desejo
Me contorço nos lençóis ardentes
O gelo também queima, a frieza também arde
Teu coração gelado se desfez na minha fogueira
e chora uma saudade que já não existe mais
A transformei em cinzas, sem piedade
Sou Fênix, ave dourada que se refaz de seus restos
Então pare de ser esse menino chorão
em busca daquilo que deixou para trás
Ouça teu coração dividido
Ouça teu coração bandido
Ouça teu coração aflito
À minha procura, me desejando

Hipnotizado pela minha coragem inconsequente,
que faz eu me jogar em tudo o que eu acredito
Sim, guiada pelo meu coração,
vou ao inferno, sem questionar
Nenhum preço é alto o bastante
Nenhum imprevisto me choca
Nenhuma dificuldade me paralisa
Não espere de mim receio, tampouco pé atrás
Não sei o que é medo, ignoro covardias
Rio das previsões, apareço como um raio no negro céu
Me atiro, me jogo, arrisco sem pensar
Estou sempre adiante, à procura do problema
Com o colo pronto e o abraço mais duradouro
Para incendiar tristezas
Dissolver medos
Abrandar iras
Tenho a guerra na cabeça
Sangue nos olhos
e toda paz do mundo nos braços.

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