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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Mais uma Vez


Começo, mais uma vez, aceito o novo combate
Disso sou feita, a coragem está em mim, dos pés à cabeça
Nunca respeitei o medo, que me sussurra bons conselhos
Eis a alvorada do sentimento, 
o primeiro fio de luz que entra pelos meus olhos ainda dormentes
De longe se ouve o retumbar do coração estraçalhando em mil o silêncio da solitude
Sinto as células _uma a uma_ despertando da anestesia profunda
e o sangue fremente, 
superando a corrida da vida a explodir em minhas veias ardentes
Eis o desafio da entrega plena, cega, destemida, fascinante
Haverá razão mais legítima para respirar?
Nem mesmo a dor avassaladora da ausência me intimida
A recebo sem filtro na veia, de cabeça erguida
Desistir eu não entendo, aumentar a dose não me acalma
Eis a alvorada do amor, 
o primeiro fio de luz que sai do coração renovado
Abraço a coragem, recebo a sua bênção
A liberdade me sorri, sua herança é meu próprio sangue
Leva-me como um verso de loucura,
Cante-me como uma estrofe de insanidade
Nunca hás de compreender
Pois começo mais uma vez, aceito o novo combate, isso está em mim
De coragem sou feita, dos pés à cabeça
Início, meio e fim.

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