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terça-feira, 26 de abril de 2016

Caos


Não se pode nem morrer que se levanta uma legião para culpar o morto
Ai de quem se compadecer, ai de quem se apiedar
Não se pode mais expressar humanidade, isso soa conivência
Sempre há um idiota agarrado à sua opinião,
fragilmente formada para atacar, ofender,
deturpar a palavra, a atitude, a condição
Opiniões não defendem mais pontos de vistas,
simplesmente agridem, são armas
Para onde estamos indo?
Brigamos por defender
Brigamos por acusar
Brigamos por quem não tem nada a ver
Brigamos por tudo
Brigamos por nada
Caos
Não há perdão, benevolência
Não há compaixão, respeito
Sobra acusação, preconceito
Dedo em riste, um vazio no peito
Por isso há tanta sabedoria no silêncio
Há muita gente derramando seu palavrório untado na maldade,
no ódio, a troco de nada, de uma ideologia cega, caótica, desumana
Muito eficaz seria o silêncio de tantos que, falando,
só aumentam exponencialmente o caos
E diminuem, na mesma proporção,
a minha fé na _quase extinta_ humanidade.

Um comentário:

Kleidianne Nogueira disse...

Ótimo relato do momento atual. Tanta competição!