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quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Invisível


Diz-me o quanto de ventania
há dentro de meu coração,
onde nada permanece repousado?
Se por fora sou calmaria,
por dentro sou revoada
Hoje colhi uma lágrima,
mas eu sorria
_acreditas que eu sorria?
Pois eu sorria_
Abracei
enquanto carecia ser abraçada
Acalmei
e eu só precisava ser consolada
Dei vida
quando me era urgente ser ressuscitada
E encorajei...
encorajei imersa no medo
de não ser amada
Diz-me o quanto de proteção
há dentro do meu coração,
onde nada sabe ver
que a chuva não para?
Se por fora sou Sol,
por dentro estou nublada
Sigo inspirando calmarias
Sorrindo calada
Morrendo por dentro
em irascíveis revoadas.