Finalmente livre para escrever!




Caramba!! Daqui a 06 dias completaria exatamente 01 ano que eu não publicava aqui no Copo de Letras! Como o tempo voa! 

Hoje é dia 15 de novembro de 2024 e há poucas horas publiquei um story no Instagram dizendo que vou dar um tempo de lá. Algumas pessoas me procuraram pelo direct mesmo e também pelo whatsapp preocupadas com o meu anúncio. E não, não estou doente tampouco deprimida. Estou apenas cansada. Entretanto, pela primeira vez em minha vida é um cansaço bom, daquele tipo que tira a gente do lugar e traz alívio.

Já explico: cansei de dar murro em ponta de faca. Cansei de gastar minha energia e inteligência em uma rede que não me devolve nada de bom, só frustração, ansiedade e comparações que nunca me colocam em um lugar de vantagem.

Decidi respirar novos ares em ambientes onde já estive antes e fui (bem) mais feliz. Outras redes, outras perspectivas. Daí me lembrei daqui - esse jogo de palavras ficou legal!

O bloguinho estava abandonado, com um layout horroroso! E pensar que ele nasceu e foi nutrido com tanto carinho outrora... Estou aqui há, pelo menos, 04 horas reformulando sua personalização, suas cores e, sobretudo, objetivos.

É que este espaço sempre foi um mero registro dos meus escritos. Quase tudo que há publicado aqui você pode encontrar no meu Facebook, Instagram, Youtube ou em algum blog de alguma parceria. Acontece que de um ano para cá, aprofundei-me nos estudos, fiz uma formação em Terapia Integrativa, me apaixonei pela Escrita Terapêutica e até criei um programa de 30 dias de autoconhecimento feminino com o recurso da escrita terapêutica, o Retiro das Borboletras.

Gente, eu cresci tanto nesse um ano! Todas as entrelinhas que permeavam meu coração foram vincadas em minha alma. Meu olhar sobre a vida, sobre Deus, sobre os relacionamentos expandiu de uma forma tão bonita! 

Então, enquanto eu estava aqui "podando" o blog, pensei em transformá-lo em algo mais significativo para mim e para quem eventualmente passe por aqui. Quero promovê-lo a meu caderno virtual de escrita terapêutica. Quero falar das coisas que sinto, que vivo, que penso sem que sejam, necessariamente, poesias. E é isso que vou fazer a partir de hoje.

Pretendo que cada palavra e sentimento registrados aqui sejam um encorajamento para quem silenciosamente me lê aí, do outro lado. E essa decisão é tão íntima, que não vou escrever sobre isso em outro lugar. Não pretendo que venham aqui pessoas impelidas pelo meu convite, mas que a mão de Deus disfarçada de "acaso" as tragam. 

Sinto que esse "sigilo" é libertador neste momento para mim. 

Dizem que a vida é feita de ciclos e o Copo de Letras foi meu passo mais ousado quando nasceu, em 2008. Posteriormente cresci nas redes, tive milhares de seguidores, perdi outros milhares, estagnei, me frustrei até compreender que na discrição está a minha liberdade. O fundo do poço foi o flerte que mantive por muito tempo com a ideia de criar um pseudônimo. Percebi que eu já não escrevia com a paixão e autenticidade de antes. Eu comecei a "viver" preocupada com algoritmo, escrevendo sob uma pressão invisível que poderia me "cancelar" a qualquer vírgula fora de lugar. 

Por isso, voltei. Aqui é meu ambiente, sonhado por mim, criado, nutrido e adormecido por mim. Só eu poderia devolver à vida o Copo de Letras e estou fazendo isso agora.

Mas, no fundo, eu sei que é ele que está fazendo isso por mim!